terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Amor Falado

Detesto quando me falam de amor. Pairam-me nos ouvidos significados banais, como se fosse preciso um curso superior para saber amar. Opiniões ridículas, que me entram a cem e saem a mil.

Há que ceder a entrada do coração sem exigências. 
Saborear o corpo, sentir o calor como se fosse a primeira, e no mesmo instante, a última vez. Há que manter o coração quente, mesmo quando o corpo gela de igual modo que  um corpo morto. Há que falar de ternura, e mandar as mãos procurar o calor interior do outro. 

Talvez esteja eu a ser mais um ser banal no meio de biliões, a procurar definições para algo que nem sei se existe. 

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