Detesto quando me falam de amor. Pairam-me nos ouvidos
significados banais, como se fosse preciso um curso superior para saber amar.
Opiniões ridículas, que me entram a cem e saem a mil.
Há que ceder a entrada do coração sem exigências.
Saborear o
corpo, sentir o calor como se fosse a primeira, e no mesmo instante, a última
vez. Há que manter o coração quente, mesmo quando o corpo gela de igual modo que um corpo morto. Há que falar de ternura, e mandar as mãos procurar o calor
interior do outro.
Talvez esteja eu a ser mais um ser banal no meio de biliões,
a procurar definições para algo que nem sei se existe.
Sem comentários:
Enviar um comentário