Amua agora comigo se quiseres. Não me importa o que vais
pensar ou dizer, nem sei bem se vais ler esta mixórdia sequer. Zanga-te comigo
agora por escrever isto aqui quando tu e o teu bando de “amigos” ou
CUSCOS como se diz na minha terra acham que devia enviar em privado. Zanga-te
comigo agora por ser tão casmurra e por não te perguntar o que devia, mas
afinal, o que aconteceu connosco? O que aconteceu à nossa amizade? Ao amor nos
dias frios, à saudade dos dias da semana… Explica-me por favor. Tudo se
dissipou num ápice, tal como a minha paciência e o meu bom humor. Eras tudo
para mim, ou melhor, eras uma grande e boa parte de mim, aquilo que guardava e
não me importava de mostrar com orgulho, mas com receio de me roubarem. Que é
feito das conversas até tarde, e dos sonhos? Afinal, não eras tu que dizias que
gostavas que eu falasse muito? Porque nos enrolamos tanto um ao outro, com
meias palavras e conversas dúbias? Pois bem, zanga-te lá agora! Grita e amua,
que eu zango-me também. Mais ainda. Se era tão fácil antes, porque agora só há
barreiras no que é simples? Como é possível o paraíso ter caído numa zona tão
nebulosas, que ao invés de maçãs foram comidas as respostas às perguntas.
Zanga-te agora, por favor ou sem ele, porque zangar é sinal que te importas e
eu também. Berra comigo, agora ou mais tarde, mas não tão tarde assim que seja
tarde demais. Faz-me rir e não lamentar pela vida miserável a que alguns são
sujeitos.
Afinal, o que se passa com o amor? Ou melhor, o que se passa
com a nossa amizade?
Que falta fazem as explosões de alegria nos dias quentes…
Por favor, zanga-te comigo agora.
Que falta fazem as explosões de alegria nos dias quentes…
Por favor, zanga-te comigo agora.
