sábado, 9 de maio de 2015

Tornado da Desilusão

Não sei ao certo o que é perder um amor. Nem quero imaginar a dor que sentiria se o perdesse aqui e agora, com tanta imaturidade que ainda tenho. Se é verdade que a sabedoria advém das experiências, só posso considerar que as minhas foram, de facto, péssimas. Poderia até lamentar todas as vezes que chorei, quando tinha 12 anos, pelo colega de escola que me achava, e dizendo isto de um modo mais formal, "muito desinteressante fisicamente". Era óbvio que ele nunca me iria achar uma pessoa interessante naquela altura, se nem agora, caminho dos 20 ganhei três palmos de juízo. E com isto, já não bastava depois, as rifas que tirei na temática do amor saíram todas com cor negra. 
Lamento talvez o facto, de perder a tua bela amizade, e quando te digo que lamento, é com sentimento de saudade e alguma nostalgia que relembro os momentos bons que passámos. Não te digo que estou arrependida, porque não o estou, mas também não estou contente nesta vida em zigue-zague, em que a mentira e a desconfiança têm tertúlias pouco rosa dia sim-dia sim. 
Nem tenho palavras para descrever a mágoa que sinto dentro de mim, até porque a vontade de escrever, ou até outro assunto ridículo qualquer é mínima. Realmente, lamento. Não a perda, não pelo homem que és, porque, e foi agora que percebi, quem faz coisas como as que nós fizemos jamais pode ser uma alma gémea, ou um amor para vida, até porque não foste o homem da minha vida nem eu a mulher da tua. Lamento sim, pelo sentimento perdido, pela cumplicidade esquecida e, acima de tudo, pela perda do abraço que um dia tanto desejei e agora não desejo.