Hoje encontrei-te nos meus pensamentos mais remotos. Lembro-me de ti todos os dias desde a semana passada. O fim de semana fez-me lembrar um filme chamado "Tempestade no Deserto", porque quando pensei que já não havia nada mais para sentir a saudade apoderou-se de mim de um modo tal, que me impedia de respirar confortavelmente.
Levo-te no pensamento e ainda no coração, na certeza de que tão depressa não há dois continentes que te separem de mim. Eras para mim tudo aquilo que sempre quis, e tudo aquilo que sempre precisei.
Vejo-te à distância, mas não consigo segredar a ninguém que ainda sinto palpitações como se o meu órgão de sobrevivência ganha-se pernas e anda-se em direcção a ti.
Lembrei-me que não gostas de queijo, é fácil lembrar-me de ti quando me lembro de queijo. Ridículo isto, eu sei, mas és a única pessoa que não gosta de queijo.
Não me perguntem se ainda te amo, aliás não me perguntem nada relacionado connosco. Achei mesmo que já tudo tinha acalmado, e que os ventos do Norte não me afugentavam mais. Era mentira, tal como tudo. Não tudo o que escrevi, não tudo o que senti, mas tudo aquilo em que acreditei.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Voo em busca da liberdade
Divago pelo mundo com um sorriso nos lábios, na certeza de que os outros não se deparam com a minha angústia escondida. Aqui e acolá, mais concretamente no lado esquerdo do meu peito escondem-se os sentimentos mais remotos possíveis - Isto significa que uma nova oportunidade surgiu no meu caminho.
Um sorriso vem na minha direcção... Perco-me a fazer dó-li-tá entre aqui que quero e aquilo que é melhor para mim. Nenhuma opção me parece favorável à minha felicidade, ou aos curtos momentos dela.
Ainda à pouco me libertei de uma gaiola onde fui tão intensamente feliz, e já está outra pronta para me prender mais uma vez. Não anseio nenhum alojamento de luxo naqueles trinta centímetros de largura, quando tenho 250 km de comprimento que me esperam. Não devo nada a ninguém, nem mesmo ao tique-taque do bater do coração que me mantém viva, por isso prefiro manter-me como estou - mergulhadora profissional de livros num mundo livre.
Isto de ficar na gaiola cansa muito... A não ser que o motivo pelo qual se fica seja fruto de um sentimento, e não de um pensamento.
Um sorriso vem na minha direcção... Perco-me a fazer dó-li-tá entre aqui que quero e aquilo que é melhor para mim. Nenhuma opção me parece favorável à minha felicidade, ou aos curtos momentos dela.
Ainda à pouco me libertei de uma gaiola onde fui tão intensamente feliz, e já está outra pronta para me prender mais uma vez. Não anseio nenhum alojamento de luxo naqueles trinta centímetros de largura, quando tenho 250 km de comprimento que me esperam. Não devo nada a ninguém, nem mesmo ao tique-taque do bater do coração que me mantém viva, por isso prefiro manter-me como estou - mergulhadora profissional de livros num mundo livre.
Isto de ficar na gaiola cansa muito... A não ser que o motivo pelo qual se fica seja fruto de um sentimento, e não de um pensamento.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Relato de uma mente nostálgica em busca do paraíso
Condensam-se na minha mente pensamentos obscuros cuja origem desconheço. Cansei-me de ouvir palavras sem nexo de pessoas cuja noção da realidade é igual a zero, e de trocar olhares que me fazem limpar as lentes dos óculos. Cansei que me digam que sou capaz de algo, quando eu sei que sou capaz de tudo. Afinal, "tenho em mim todos os sonhos do mundo", e o que mais quero é ser LIVRE.
Desejo com profunda ansiedade um silêncio permanente que dominaria todas as ruelas por onde me arrasto. Dou oportunidade a mim mesma de pensar num novo rumo, de aprender outra arte de viver, arte partilhada a dois. Os sorrisos multiplicam-se no mesmo segundo que a minha imaginação...
Desejo com profunda ansiedade um silêncio permanente que dominaria todas as ruelas por onde me arrasto. Dou oportunidade a mim mesma de pensar num novo rumo, de aprender outra arte de viver, arte partilhada a dois. Os sorrisos multiplicam-se no mesmo segundo que a minha imaginação...
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Passado vs. Presente
As memórias frescas do final apagam-se e inicia-se um novo amor. A sombra do passado continua amarga, intacta como a peça mais importante de um museu, mas alcança finalmente o seu fim. Do mesmo modo que as noites se encontram com os dias, o sol encontra-se com os raios e as nuvens com o céu.
O que resta do ontem guardo num baú chamado coração, que o tempo já não me permite abrir de novo - deitei a chave fora, via-a afundar-se num rio de lágrimas que, agora, uma luz que trás alegrias não me deixa ver.
Mergulhei num mar de amarguras, andei por terrenos de lama, quase me afundei nela, mas procurei bem no meio as raízes das plantas que permitiram ter força para me levantar. Para a vida, fiquei não só de frente, como sempre, mas desta vez de pé e firme. Agarrei com as força de mil homens os novos sonhos e fantasias que por ali passaram. Agarrei com as minhas mãos os sons que vinham de uma boca, cujo carinho era uma ilusão. Desta vez contive-me, não tive sede e não bebi nem uma lágrima das que estavam engarrafadas no meu interior. Então, no brilho dos meus olhos reflectem-se duas imagens que me deturpam o pensamento, aquela que que contém uma falsa esperança, e aquela que o meu orgulho não permite ver com nitidez.
O que resta do ontem guardo num baú chamado coração, que o tempo já não me permite abrir de novo - deitei a chave fora, via-a afundar-se num rio de lágrimas que, agora, uma luz que trás alegrias não me deixa ver.
Mergulhei num mar de amarguras, andei por terrenos de lama, quase me afundei nela, mas procurei bem no meio as raízes das plantas que permitiram ter força para me levantar. Para a vida, fiquei não só de frente, como sempre, mas desta vez de pé e firme. Agarrei com as força de mil homens os novos sonhos e fantasias que por ali passaram. Agarrei com as minhas mãos os sons que vinham de uma boca, cujo carinho era uma ilusão. Desta vez contive-me, não tive sede e não bebi nem uma lágrima das que estavam engarrafadas no meu interior. Então, no brilho dos meus olhos reflectem-se duas imagens que me deturpam o pensamento, aquela que que contém uma falsa esperança, e aquela que o meu orgulho não permite ver com nitidez.
Sonhos
Pairam na minha mente pensamentos obscuros. Saltitam para
aqui e acolá entre aquilo que sinto e aquilo que acho que sinto.
Mantenho-me a pé na ânsia de conseguir fechar os olhos e
realizar uma introspecção. Os pés permanecem na terra, mas a alma paira no meio
de outras, que tal como tantos navios andam à deriva. Deixei o coração no leme, como se ele fosse o
capitão de todos os meus sonhos, o primeiro passo do rumo que tomarei um dia.
Adio eternamente a viagem do amo, não por receio, mas pela pouca vontade de
encontrar as léguas que me levam ao porto para encalhar nesse lugar. Adio os
laços, mas nunca mais deixarei para trás todos os que já criei. Tenho nos meus
sonhos metade das cores do mundo. Metade, porque parte delas ficou nos meus
sonhos de criança, e a outra parte, descobrirei nos sonhos do futuro. Já quis
ser princesa, astronauta, bióloga. Já quis ser famosa, ter dinheiro para
comprar todos os meus sonhos. Acordei num momento inoportuno, na passagem da
fase rebelde para a vida adulta. Percebi que, até aí eram só sonhos.Que o amor não é comprado nem os sonhos são vendidos. Por isso, vivo, corro mundo. Anseio conhecer novos sonhos, mas sonhos meus, e não de alguém cujo sonho é fazer parte da minha vida…Porque fazer parte da vida de alguém não é sonho, é uma escolha. E o sonho continua vivo, só restará um dia a pena de ter perdido o contacto com a realidade, porque não é só de sonhos que o homem vive. É a insatisfação que nos mantém vivos, é a vontade de fugir e procurar o outro que nos dá esperança. Pois os sonhos, ficaram pelo caminho, abandonados como uma coisa qualquer, como se não fizessem parte de nós. Quando isso acontece, é porque alguém entra na nossa vida. E aí, os sonhos não são só pessoais, mas a dois. E se um dia eu os conseguir pintar? De que cor serão os meus sonhos a dois? Interrogo-me inúmeras vezes sobre isto, e a pensar eu que já poderia ter sabido de que cor eles eram enquanto os tive…
E mais uma vez aqui permaneço, consciente de que a melhor
coisa que a vida me pode dar é a capacidade de sonhar, de poder estar onde não
estou, de poder contar com quem nunca pude contar, e que alguém estará um dia
do meu lado, relembrando-me que o sonho humano é um mal comum. Que o silêncio
constrangedor, é somente uma forma de diálogo entre amigos improváveis, e que
por muitas coisas que hajam por dizer e fazer, a terra continua a girar.
Os meus sonhos são efémeros, como uma lufada de ar fresco
para os outros numa tarde de Verão. Sonhos… Onde estão? Não têm metade da cor,
nem metade do brilho, e como anseava saber de que cor seriam…
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Já fui
Já naveguei por mares desconhecidos de ódios e paixões. Já
fui bebé, criança, adolescente. Já fui pequena, mas grande só fui no sentido.
Já andei pelas ruas da amargura. Fui feliz, aqui e acolá em períodos remotos da
minha existência. Conheci cidades, terras, pessoas. Conheci pessoas e seres.
Honestamente, conheci meia dúzia de boas pessoas e centenas de seres vivos. Já
odiei, já chorei. Já fui infantil. Já amei, ou pensei ter amado alguém que por
sorte me correspondeu.
Todos os meus dias são compostos de passado e presente e
futuro. Eu fui, eu sou, e serei, tudo só no mesmo dia. Brilhante! Talvez seja
esse o mistério da rotina diária dos seres comuns. Sim comum, porque a minha
significância ou qualquer rasto dela está nos outros não em mim. Eu sou somente
o lugar onde me encontro, e o que faço com a minha vida. Significo para os
outros não o que eu quero e desejo ansiosamente, mas aquilo que eles querem eu
eu signifique. Bolas! Quase me esquecia que não nasci para agradar ninguém.
Sim, chamem-lhe egoísmo ou outra palavra cara que inventem no vosso dicionário
pessoal. Eu cá chamo-lhe a realidade, porque sou assim. Uma sonhadora –
realista que voa alto, mas com um pé assente no chão. Os meus pensamentos
oscilam entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, e no fundo, bem lá no
fundo, procuro significado para sentimentos que ou existem e quero evitar, ou
que eu própria invento. Talvez por isso eu seja uma pessoa comum, no meio de
tantas outras. E essa sensação de comum é tão boa, por vezes, não ter de desiludir
ninguém com promessas fictícias! Com deveres que sufocam qualquer alma pura!
Para depois mergulhar num mar de infortúnios e amarguras? Para nadar até ao
fundo, cair e deixar-me abater numa maré de frustração? Assim sendo, prefiro
perder-me no meio dos meus próprios pensamentos, mas estar certa de cada
vírgula, ao invés de gritar ao mundo, algo que nem no âmago do meu ser pode ser
compreendido.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Amor Falado
Detesto quando me falam de amor. Pairam-me nos ouvidos
significados banais, como se fosse preciso um curso superior para saber amar.
Opiniões ridículas, que me entram a cem e saem a mil.
Há que ceder a entrada do coração sem exigências.
Saborear o
corpo, sentir o calor como se fosse a primeira, e no mesmo instante, a última
vez. Há que manter o coração quente, mesmo quando o corpo gela de igual modo que um corpo morto. Há que falar de ternura, e mandar as mãos procurar o calor
interior do outro.
Talvez esteja eu a ser mais um ser banal no meio de biliões,
a procurar definições para algo que nem sei se existe.
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