sexta-feira, 18 de abril de 2014

Leves arrepios

Novamente, sem saber como nem porquê, a temperatura esfriou. A magnitude interior do meu ser aumentou gradualmente atingindo o pico de nostalgia constante. Desta vez não foi outra volta de 180º, mas mais um regresso a uma rotina que, embora eu pensasse estar meio enterrada, permanece arrastando os meus dias mais sombrios. Pela centésima vez ou mais, até já lhes perdi a conta, esta reviravolta constante não se deve à típica e mesquinha frase "As pessoas mudam", pois a única responsável por este efeito contraditório rotineiro sou eu mesma e considero-me a mesma pessoa que era à uns anos atrás. 
Cheguei à conclusão que quanto mais convicção e crenças possuímos, mais o caminho da desgraça e tédio se torna visível e fácil de atingir. Os momentos não são vividos de modo contínuo, a expectativa rodeia-nos, apodera-se e torna-nos felizes e frágeis durante um período de tempo limitado que nos leva no segundo a seguir a uma amargura peculiar e pessoal. Coisas da vida...! Ou então, situações que o comum dos mortais assim denomina para não referir que os momentos infelizes envolvem 90% da nossa vida. 
"Mariquices" e tédios à parte, mantenho-me firme, após estes 10 minutos contínuos de escrita intensa e de desabafos, esperando novamente por outra reviravolta interessante. 



sábado, 5 de abril de 2014

Renascimento

Não sei se foi da chuva de S.Pedro ou do frio de Abril, mas subitamente um calor agradável invadiu o meu corpo dos pés à cabeça. Fez-se Sol, e no minuto a seguir renasci por completo em busca de um novo modo de vida. Tento divagar pelos meus pensamentos à espera de encontrar uma explicação para tanta sorte e ao mesmo tempo para tanta novidade à minha volta. A sensação traz-me uma nitidez quase perfeita das coisas, e um sentimento tão bom ou melhor como aquele que senti de todas as vezes que recebi a prenda que pedi ao "Pai Natal" quando ainda me faltavam os dentes na boca.
Costuma dizer-se, por aí, que quando esperamos as coisas boas chegam. Verdade seja dita, eu nunca esperei por nada, nunca soube ao certo se esse certo viria e como viria. Mas chegou, não importa como nem porquê, chegou meio inteiro meio desfeito, com uma luminosidade e brilho incrivelmente invejáveis, sem explicações, nem palavras.
Então, criou-se a ligação, aquela mesma ligação que criamos com o nosso primeiro boneco, e cuidamos dele até que ele se estrague sem por de parte a hipótese de cuidar dele até um "sempre".
 Na realidade, o que faz do certo ser "certo" se a aventura da paixão é associada a um diletantismo profundo? Ninguém sabe, nunca ninguém saberá, todos aqueles que, por medo ou outra coisa qualquer ficarem na meta entre o que "deve ser feito" e aquilo que "nos faz feliz", nunca o saberão. Por isso arrisco, não querendo ser igual a ninguém, nem ficando num mar de desespero e em tête-à-tête com as minhas angústias.

Se nenhum homem se banha duas vezes na água do mesmo rio, então, desta vez não será igual às tantas outras vezes, porque na realidade, a vírgula nunca está na mesma posição ao longo da minha vida (...)