Procuro o paraíso enquanto me arrasto pelo chão. Vejo-te ao longe. És agora a dita luz ao fundo do túnel, com dois significados meio obstinados, ou és a minha salvação ou o meu tormento. Não há nada que o tempo apague, construa ou destrua, por isso, em todas as ocasiões sobreviverei a mais um dos muitos dias de uma vida a dois, e até melhor à falta deles.
A felicidade aparece quanto muito dois dias por semana, e tem a duração do instante que passa, uma vez que, raramente, chega a bom-porto. Podes achar que sou egoísta ou meio obstinada, mas garanto-te que isso é uma das minhas curvas, ou como se costuma dizer, não é defeito é feitio.
Após tantas reviravoltas, a nossa história chegou ao mesmo ponto no qual começou - cada um para seu canto. Culpa minha talvez, e tua também. Costuma-se dizer, ou melhor, eu costumo dizer frequentemente que estes casos são "coisas da vida".
Não tendo mais nada para escrever, até porque me falta a imaginação e a virtude com as palavras, não sei se devido à magoa ou à indiferença, apenas desejo que tenhas um caminho digno de uma história de filme, comigo ou não eu já não sei.
Vemos-nos por aí, não sei se num bem-me-quer ou num mal-me-quer, se um até já ou um até nunca...