quarta-feira, 15 de julho de 2015

Eu também

Amua agora comigo se quiseres. Não me importa o que vais pensar ou dizer, nem sei bem se vais ler esta mixórdia sequer. Zanga-te comigo agora por escrever isto aqui quando tu e o teu bando de “amigos” ou CUSCOS como se diz na minha terra acham que devia enviar em privado. Zanga-te comigo agora por ser tão casmurra e por não te perguntar o que devia, mas afinal, o que aconteceu connosco? O que aconteceu à nossa amizade? Ao amor nos dias frios, à saudade dos dias da semana… Explica-me por favor. Tudo se dissipou num ápice, tal como a minha paciência e o meu bom humor. Eras tudo para mim, ou melhor, eras uma grande e boa parte de mim, aquilo que guardava e não me importava de mostrar com orgulho, mas com receio de me roubarem. Que é feito das conversas até tarde, e dos sonhos? Afinal, não eras tu que dizias que gostavas que eu falasse muito? Porque nos enrolamos tanto um ao outro, com meias palavras e conversas dúbias? Pois bem, zanga-te lá agora! Grita e amua, que eu zango-me também. Mais ainda. Se era tão fácil antes, porque agora só há barreiras no que é simples? Como é possível o paraíso ter caído numa zona tão nebulosas, que ao invés de maçãs foram comidas as respostas às perguntas. Zanga-te agora, por favor ou sem ele, porque zangar é sinal que te importas e eu também. Berra comigo, agora ou mais tarde, mas não tão tarde assim que seja tarde demais. Faz-me rir e não lamentar pela vida miserável a que alguns são sujeitos.  

Afinal, o que se passa com o amor? Ou melhor, o que se passa com a nossa amizade?
Que falta fazem as explosões de alegria nos dias quentes…
Por favor, zanga-te comigo agora.

sábado, 9 de maio de 2015

Tornado da Desilusão

Não sei ao certo o que é perder um amor. Nem quero imaginar a dor que sentiria se o perdesse aqui e agora, com tanta imaturidade que ainda tenho. Se é verdade que a sabedoria advém das experiências, só posso considerar que as minhas foram, de facto, péssimas. Poderia até lamentar todas as vezes que chorei, quando tinha 12 anos, pelo colega de escola que me achava, e dizendo isto de um modo mais formal, "muito desinteressante fisicamente". Era óbvio que ele nunca me iria achar uma pessoa interessante naquela altura, se nem agora, caminho dos 20 ganhei três palmos de juízo. E com isto, já não bastava depois, as rifas que tirei na temática do amor saíram todas com cor negra. 
Lamento talvez o facto, de perder a tua bela amizade, e quando te digo que lamento, é com sentimento de saudade e alguma nostalgia que relembro os momentos bons que passámos. Não te digo que estou arrependida, porque não o estou, mas também não estou contente nesta vida em zigue-zague, em que a mentira e a desconfiança têm tertúlias pouco rosa dia sim-dia sim. 
Nem tenho palavras para descrever a mágoa que sinto dentro de mim, até porque a vontade de escrever, ou até outro assunto ridículo qualquer é mínima. Realmente, lamento. Não a perda, não pelo homem que és, porque, e foi agora que percebi, quem faz coisas como as que nós fizemos jamais pode ser uma alma gémea, ou um amor para vida, até porque não foste o homem da minha vida nem eu a mulher da tua. Lamento sim, pelo sentimento perdido, pela cumplicidade esquecida e, acima de tudo, pela perda do abraço que um dia tanto desejei e agora não desejo.


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Ceia de reflexão

Procuro o paraíso enquanto me arrasto pelo chão. Vejo-te ao longe. És agora a dita luz ao fundo do túnel, com dois significados meio obstinados, ou és a minha salvação ou o meu tormento. Não há nada que o tempo apague, construa ou destrua, por isso, em todas as ocasiões sobreviverei a mais um dos muitos dias de uma vida a dois, e até melhor à falta deles.
A felicidade aparece quanto muito dois dias por semana, e tem a duração do instante que passa, uma vez que, raramente, chega a bom-porto. Podes achar que sou egoísta ou meio obstinada, mas garanto-te que isso é uma das minhas curvas, ou como se costuma dizer, não é defeito é feitio.
Após tantas reviravoltas, a nossa história chegou ao mesmo ponto no qual começou - cada um para seu canto. Culpa minha talvez, e tua também. Costuma-se dizer, ou melhor, eu costumo dizer frequentemente que estes casos são "coisas da vida".
Não tendo mais nada para escrever, até porque me falta a imaginação e a virtude com as palavras, não sei se devido à magoa ou à indiferença, apenas desejo que tenhas um caminho digno de uma história de filme, comigo ou não eu já não sei.

Vemos-nos por aí, não sei se num bem-me-quer ou num mal-me-quer, se um até já ou um até nunca...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Um Bem-Te-Quero Metafórico

Contei as pétalas a flor do teu jardim, tantas vezes quanto tu contaste as coisas más pelas quais nós passámos - Nenhuma. Mas saberia, na perfeição, num jogo infantil do bem-me-quer e mal-me-quer que iria surgir no fim um empate crucial.
Na minha cabeça gira um túmulo de dúvidas, no qual tu resides metaforicamente  para me ajudar, ou talvez mesmo atrapalhar nos dias mais frios. Às vezes dou comigo a alucinar, e confesso que creio durante um milésimo de segundo nesse tópico, que tu és um género de Gato no filme de Alice no País das Maravilhas. Não entendo muito bem esse teu olhar de relutância em relação a nós e, só Deus sabe se algum dia irei entender. Somos como as estações do ano, mas num ciclo não tão semelhante e mais confuso do que aquele. A verdade é que, se reflectires no assunto, temos tantas primaveras, mas a mesma árvore muda com o passar de cada uma. Nunca mais é a mesma. E é daí que provém a minha indignação, ou então qualquer rasto de incerteza ou insegurança. Qual a razão de tudo isto? Qual a razão de todos os encontros e desencontros entre nós, se no final acabamos sempre por ser os mesmos arbustos? De todas as coisas que já vi, és decerto tanto a melhor como a pior, não fosse eu uma profissional em "detectar os defeitos em ti". Eu sei, sou do pior que existe neste mundo... E, muito sinceramente, nunca serei a princesa que sempre sonhaste. Fico-me apenas por alguém que toca a alma dia-sim, dia-não e que te chega ao coração. Melhor do que nada, mas tinha expectativas mais altas em relação ao nosso "amor enternecido", e talvez seja aí que reside o problema de um matar e o outro esfolar. Melhores dias virão, ou não, e, seja como amantes ou como amigos, serás sempre o meu primeiro pensamento ao acordar. Como vês, a eternidade é uma questão de duração.