O nevoeiro desapareceu na linha do horizonte. Deixei de te ver e meia dúzia de momentos depois deixei igualmente de te sentir. A tua ausência tornou-se a combinação perfeita dos meus dias e noites. Arrastas-te com o frio da noite nos meus pensamentos e tentas perpetuar-te no coração, no qual não te dou permissão para voltar a entrar. Lembrar que já não me prendes é a ferramenta chave que me permite o acesso a novas aventuras, enquanto as minhas expectativas crescem num tom de azul ciano sem medo de falhas. Apenas ficou o que tinha de ficar, o que realmente é importante e me faz verdadeiramente bem ao som de uma melodia agradável. Sem medos, vou fazer o que fiz ontem e o que fiz sempre - seguir o coração, sem impedimentos banais.
Se é para tentar, seguirei em frente!
terça-feira, 25 de março de 2014
domingo, 16 de março de 2014
Novo rumo
A persuasão que incidias sobre mim desapareceu. Já não me encadeias, mas também ainda não me permites ver com nitidez tudo o que gira à minha volta.
Esta sensação de liberdade é única e exclusivamente minha, por isso, por favor não te metas novamente. Abri-te a minha mão para pousares, mas também para partires no momento em que desejaste. A minha consciência está limpa e positivamente tranquila. Tomei consciência das oportunidades que ganhei quando me libertei das tuas garras, que já nada tinham mais para dar. Não te esqueço, não te preocupes. Levo-te na lembrança, mas deixo-te para trás. Perdoa a minha falta de sensibilidade em querer libertar-me de ti, já não tens mais espaço no meu coração.
Sempre que se fecha uma porta, uma nova janela se abre, e no mesmo instante também novas constelações de se formam. Já não somos um, e pelas minhas contas meticulosamente calculadas nunca mais seremos. Já não procuro o teu olhar, nem o teu cheiro ao passares por mim. De repente, a tua presença tornou-se num tanto-faz que me passa tão ao lado como uma rajada leve de vento.
Assim me despeço caro desconhecido, obrigada por tudo o que me deste e porque tudo o que me fizeste dar. Desejo-te toda a felicidade divina, longe de mim, longe do mundo, que nos permite passar ao estádio de sermos dois conhecidos que se conhecem muito bem.
Esta sensação de liberdade é única e exclusivamente minha, por isso, por favor não te metas novamente. Abri-te a minha mão para pousares, mas também para partires no momento em que desejaste. A minha consciência está limpa e positivamente tranquila. Tomei consciência das oportunidades que ganhei quando me libertei das tuas garras, que já nada tinham mais para dar. Não te esqueço, não te preocupes. Levo-te na lembrança, mas deixo-te para trás. Perdoa a minha falta de sensibilidade em querer libertar-me de ti, já não tens mais espaço no meu coração.
Sempre que se fecha uma porta, uma nova janela se abre, e no mesmo instante também novas constelações de se formam. Já não somos um, e pelas minhas contas meticulosamente calculadas nunca mais seremos. Já não procuro o teu olhar, nem o teu cheiro ao passares por mim. De repente, a tua presença tornou-se num tanto-faz que me passa tão ao lado como uma rajada leve de vento.
Assim me despeço caro desconhecido, obrigada por tudo o que me deste e porque tudo o que me fizeste dar. Desejo-te toda a felicidade divina, longe de mim, longe do mundo, que nos permite passar ao estádio de sermos dois conhecidos que se conhecem muito bem.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Alternância Sentimental
« És a mulher da minha vida » - disse ele, 730 vezes.
Não lhe mentiu ao dizê-lo, se o disse, talvez seja verdade, nunca se saberá.
Ela apenas sorria, sem saber o porquê de tudo aquilo, que era tão perfeito, lhe estar a acontecer. Vagueava pelas ruas do amor, de sorriso nos lábios e cabelo ao vento. Não soube durante aqueles anos o que era a solidão até esta lhe bater à porta.
Nunca houvera tempo mais feliz na vida dela como aquele que passou ao lado dele. Não viviam uma vida invejável, mas também não parecia uma felicidade de novela. Todos os dias se viam, e todos os dias eram uma novidade e aventura. Não era só sexo, e o físico ardente de dois corpos que se se contemplavam mutuamente. Talvez fosse amor, mais concretamente carinho. Havia neles algo invejável aos olhos dos outros. Nunca ninguém diria que o fim estaria próximo, excepto eles, que no fundo pressentiam isso melhor do que ninguém. Rastejaram largos dias tentando obter uma solução que não chegou, e a lutar por algo que não existia, segundo ele. Matavam-se e esfolavam-se como ninguém, e no mesmo instante e com a mesma força, beijavam-se e protegiam-se como dois Deuses que controlavam as força da natureza.
Ninguém sabe deles agora... Vivem tão estupidamente perto e tão espiritualmente longe um do outro. Nada restou, excepto a memória dele que ela tanto ama e a memória dela que ele evita.
Está provado, pelas forças dos sentimentos que não resultou e não poderia ter resultado. É claro, isto digo eu, e diz ela.
Não lhe mentiu ao dizê-lo, se o disse, talvez seja verdade, nunca se saberá.
Ela apenas sorria, sem saber o porquê de tudo aquilo, que era tão perfeito, lhe estar a acontecer. Vagueava pelas ruas do amor, de sorriso nos lábios e cabelo ao vento. Não soube durante aqueles anos o que era a solidão até esta lhe bater à porta.
Nunca houvera tempo mais feliz na vida dela como aquele que passou ao lado dele. Não viviam uma vida invejável, mas também não parecia uma felicidade de novela. Todos os dias se viam, e todos os dias eram uma novidade e aventura. Não era só sexo, e o físico ardente de dois corpos que se se contemplavam mutuamente. Talvez fosse amor, mais concretamente carinho. Havia neles algo invejável aos olhos dos outros. Nunca ninguém diria que o fim estaria próximo, excepto eles, que no fundo pressentiam isso melhor do que ninguém. Rastejaram largos dias tentando obter uma solução que não chegou, e a lutar por algo que não existia, segundo ele. Matavam-se e esfolavam-se como ninguém, e no mesmo instante e com a mesma força, beijavam-se e protegiam-se como dois Deuses que controlavam as força da natureza.
Ninguém sabe deles agora... Vivem tão estupidamente perto e tão espiritualmente longe um do outro. Nada restou, excepto a memória dele que ela tanto ama e a memória dela que ele evita.
Está provado, pelas forças dos sentimentos que não resultou e não poderia ter resultado. É claro, isto digo eu, e diz ela.
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