O nosso amor nasceu de um nada, para se transformar num tudo dia-sim dia-não. Até à cerca de 5 horas atrás pensei em escrever algo de bom relacionado contigo, contemplando toda a admiração e carinho que nutro por ti. (In)Felizmente tu deste a cara 30 minutos e 30 segundos depois quando destruís-te tudo com meia dúzia de palminhas.
Não é que eu já não te ame, mas a admiração que tinha desceu do Pólo-Norte para o Sul. Agora sim entendo a mudança que as nossas vidas vão levar se tudo terminar de vez, se é que já não terminou. Ando agora em busca de um novo rumo, deambulando aos zigue-zagues enquanto te juntas a "mais uma" das mil e umas formigas que coleccionas. Não é que eu queira fugir de um sentimento recíproco de amor-ódio, da contemplação do teu corpo em direcção ao meu (e vice-versa). A minha escolha baseia-se simplesmente na tua prepotência e gosto de magoar os outros, do egoísmo profundo que contempla o teu universo e me tenta prender. Perdoa-me ser meio obstinada, porque parto, mas as feridas vão comigo, servindo de balizas sem guarda-redes que só servem para "acertar em cheio".
Carregando no PLAY, aqui vou eu a um novo rumo.
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