Lamento talvez o facto, de perder a tua bela amizade, e quando te digo que lamento, é com sentimento de saudade e alguma nostalgia que relembro os momentos bons que passámos. Não te digo que estou arrependida, porque não o estou, mas também não estou contente nesta vida em zigue-zague, em que a mentira e a desconfiança têm tertúlias pouco rosa dia sim-dia sim.
Nem tenho palavras para descrever a mágoa que sinto dentro de mim, até porque a vontade de escrever, ou até outro assunto ridículo qualquer é mínima. Realmente, lamento. Não a perda, não pelo homem que és, porque, e foi agora que percebi, quem faz coisas como as que nós fizemos jamais pode ser uma alma gémea, ou um amor para vida, até porque não foste o homem da minha vida nem eu a mulher da tua. Lamento sim, pelo sentimento perdido, pela cumplicidade esquecida e, acima de tudo, pela perda do abraço que um dia tanto desejei e agora não desejo.
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