Obrigada por tudo, com a incerteza de que talvez tenhas de de ser tu a agradecer-me por ter aguentado tempo demais a teu lado.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Travagem repentina
A paisagem bela que via pela janela do carro esmoreceu. Olho-a de relance e escondo-me. Escondo-me por medo da trovoada que me atrapalha o coração. Sou tua, sim. Hoje sei que sou tua, que te pertenço inteiramente como um alma pertence a um corpo em pleno. Talvez tenha, a muito custo, menos cinco décimas de independência do que antes. És tu meu amor, és tu a trovoada lá fora. Não tenho medo de ti, mas sim do percurso que as coisas podem tomar. Eu sei que o rio nasce da nascente, mas tu também sabes que, dependendo do seu curso, ele tanto pode cair na foz e dar no mar como se transformar numa cascata íngreme. Sabes os meus sonhos, mas também os meus medos, passado e presente, e o futuro, aposto que não o sabes mas imaginas. Ninguém, às vezes só eu, às vezes só tu, às vezes só o mundo, tem receio de mudar por uma felicidade que não é garantida. Uma coisa que te posso garantir, e talvez só a única, por muito árduo e íngreme seja o curso do rio, não me irei arrepender de teres feito parte dele, porque me trouxeste felicidade e experiências.
Obrigada por tudo, com a incerteza de que talvez tenhas de de ser tu a agradecer-me por ter aguentado tempo demais a teu lado.
Se me despedir, será com um beijo doce...
Obrigada por tudo, com a incerteza de que talvez tenhas de de ser tu a agradecer-me por ter aguentado tempo demais a teu lado.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário