sexta-feira, 18 de abril de 2014

Leves arrepios

Novamente, sem saber como nem porquê, a temperatura esfriou. A magnitude interior do meu ser aumentou gradualmente atingindo o pico de nostalgia constante. Desta vez não foi outra volta de 180º, mas mais um regresso a uma rotina que, embora eu pensasse estar meio enterrada, permanece arrastando os meus dias mais sombrios. Pela centésima vez ou mais, até já lhes perdi a conta, esta reviravolta constante não se deve à típica e mesquinha frase "As pessoas mudam", pois a única responsável por este efeito contraditório rotineiro sou eu mesma e considero-me a mesma pessoa que era à uns anos atrás. 
Cheguei à conclusão que quanto mais convicção e crenças possuímos, mais o caminho da desgraça e tédio se torna visível e fácil de atingir. Os momentos não são vividos de modo contínuo, a expectativa rodeia-nos, apodera-se e torna-nos felizes e frágeis durante um período de tempo limitado que nos leva no segundo a seguir a uma amargura peculiar e pessoal. Coisas da vida...! Ou então, situações que o comum dos mortais assim denomina para não referir que os momentos infelizes envolvem 90% da nossa vida. 
"Mariquices" e tédios à parte, mantenho-me firme, após estes 10 minutos contínuos de escrita intensa e de desabafos, esperando novamente por outra reviravolta interessante. 



2 comentários:

  1. Acho que mesmo sem querermos, estamos em constante mudança. Às vezes, sem nos apercebermos já fazemos ou aceitamos coisas que antes eram impensáveis.
    Nós sofremos, aprendemos, tentamos, evoluímos, falhamos, olhamos outra vez, experimentamos, observamos e mais cedo ou mais tarde mudamos.
    Em relação à desgraça e ao tédio e a toda essa maré de infelicidades, acho que cabe a nós não esperarmos por "outra reviravolta interessante" mas sim provoca-la, por mais assustadora que ela possa parecer.
    Adorei o pensamento do texto.
    Keep going ;)

    Vítor

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    1. A vida é na verdade um crescimento contínuo, que nos muda e molda às situações com que nos deparamos. As mudanças são muitas vezes inevitáveis, sendo umas melhores que outras, mas são elas que nos tornam naquilo que somos. É através disso que nos tornamos mais toleráveis a um certo tipo de questões que tal como você disse, até aí eram intoleráveis.
      Além do mais, só sabemos o que é sofrer, porque experimentamos a felicidades, e sabemos igualmente o que é ser feliz, porque outrora soubemos o que era a tristeza.
      Parece-me a mim que seguirei essa pequena reflexão de "não esperar por outra reviravolta" mas provocá-la :)

      Obrigada!

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